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Carnaval 2005

 

CARNAVAL NO BRASIL

RAHA PEN/ 25/February/2005

No Brasil o carnaval é festejado tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa. Na Bahia é comemorado também na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, mudando de nome para Micareta. Esta festa deu origem a várias outras em estados do Nordeste, todas com características baiana, com a presença indispensável dos Trios Elétricos e são realizadas no decorrer do ano; em Fortaleza realiza-se o Fortal; em Natal, o Carnatal; em João Pessoa, a Micaroa; em Campina Grande, a Micarande; em Maceió, o Carnaval Fest; em Caruaru, o Micarú; em Recife, o Recifolia, etc.

Mesmo com a guerra a assombrar a economia, a alegria reinava nos salões na década de 40. Os compositores até se inspiravam no conflito para compor, como é o caso de Adolfito Mata-Mouros (Adolfito bigodinho era um toureiro / Que dizia que vencia o mundo inteiro / E num touro que morava em certa ilha / Quis espetar a sua bandarilha), de Braguinha (João de Barro). São dessa época "Ala-la-ô" (Haroldo Lobo e Nássara), "Aurora" (Mário Lago e Roberto Roberti) e "Nós os carecas" (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti).

Os modernos anos 50 trouxeram novas tecnologias, o LP e novas gravadoras. As opções para o folião eram várias, cordões, escolas de samba, bailes para adultos e crianças. As letras ficavam mais "saidinhas", como é o caso de "Maria escandalosa" (Klecius Caldas e Armando Cavalcanti). E até mesmo denúncia social aparece no meio da festa, com "Lata D'água" (Luiz Antonio e J. Júnior). De olho nos lucros dos primeiros criadores de marchinhas, outros compositores começam a aparecer e gravar especialmente para o carnaval, como Chico Buarque e sua "Noite dos mascarados". Os destaques vão para "Cabeleira do Zezé" (João R. Kelly e Roberto Faissal) e "Me dá um dinheiro ai" (Homero, Ivan e Glauco Ferreira).

O gosto popular vai mudando aos poucos. Depois de anos de tradição, as escolas de samba e seus enredos começaram a receber mais atenção. Caetano Veloso até entra na folia com "Samba, suor e cerveja" e "A filha da Chiquita Bacana" mas o ritmo é o frevo, que vem de um estado mais próximo da Bahia e seus trios elétricos. Com a popularidade das novelas, as trilhas sonoras dos folhetins eletrônicos começam a invadir os salões de baile. Ainda assim, houve espaço para a divulgação de "Bandeira branca" (Max Nunes e Laércio Alves), também indispensável no repertório de Carnaval.

Nos anos 80 surge o rock nacional, mas algumas regravações trouxeram as marchinhas de volta às paradas, como "Balancê" (João de Barro e Alberto Ribeiro), interpretada por Gal Costa, e "Sassaricando" (Luiz Antonio, Oldemar Magalhães e Zé Mário), cantada por Rita Lee. Aliás, a roqueira paulistana compôs "Lança perfume", em homenagem aos bailes de carnaval.

Hoje, há quem comemore o Carnaval nos salões de clube,  cercado por uma corda, atrás do trio elétrico, nas ruas, no Sambódromo ou até na frente da TV. Outros ritmos surgem e se tornam populares: pagode, axé, samba-reggae, versões brasileiras de sucessos internacionais, funk. A lista é interminável. Mas só as marchinhas conseguem, ano após ano, serem executadas à exaustão nos salões do Brasil, prova de sua atemporalidade e presença marcante em nossa cultura.

Carnaval de 2005 no Rio de janeiro

A Escola de Samba Beija- Flor de Nilópolis foi a Tricampeã do carnaval do Rio de Janeiro de 2005

Seu Enredo foi:

"O vento corta as terras dos Pampas. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Guarani. Sete povos na fé e na dor... Sete missões de amor"

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